Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Detalhes que podem salvar um dia


Tudo sempre começa com a insuficiência de bateria de um celular. Uma hora de sono a mais que o normal, mais uma assinatura na lista de "Alunos atrasados do mês" e, para completar, um futuro hematoma na canela causado pela batida na quina do móvel. Olheiras impiedosas e uma escandalosa espinha no nariz. Você esquece da prova de Matemática e o professor te expulsa da sala por estar conversando demais. Chegando em casa, o almoço está gelado e você quebra o último copo de vidro importado da sua mãe. Você implora para o dia acabar logo, mas ele parece cada vez mais lento. É, nem todos os dias são perfeitos. Quando tudo parece estar dando errado, nós precisamos nos concentrar nas infinitas coisas boas que estão acontecendo ao nosso redor. Como por exemplo, agradecer por ter acordado e por ter um almoço. Quando o dia parece não estar sendo muito legal comigo, eu pego um papel, uma caneta e começo a escrever. Saio com as amigas e é quase impossível não soltar umas boas gargalhadas. Abro uma barra de chocolate e minhas preocupações evaporam rapidinho. Leio novamente meu capítulo preferido daquele livro que está na gaveta e adormeço. E de repente já é o dia seguinte. Eu levanto da cama assim que o celular toca e tomo bastante cuidado com a quina do móvel. Pronto, salvei o dia.

Pauta para a Capricho: O que sempre salva o seu dia?

Domingo, 14 de Junho de 2009

Como um pudim de chocolate


Eu nunca recusei uma porção de batata fritas com um sachê de catchup, um milk shake bem cremoso ou pedaço de bolo nega maluca; assim como nunca pensei que escreveria sobre meu pior defeito: ser exatamente o reflexo de tudo o que eu como. Eu sempre fui uma bolinha, porém sorridente. Me fartava de salgadinhos nas festas de aniversário e dos inúmeros tipos de doce que haviam na estante da casa da minha avó. E achava o máximo, já que naquela época eu não me importava com os meus pneuzinhos. Com o passar do tempo, ser uma bolinha passou a ser sinônimo de obesidade, eliminando qualquer vestígio de "fofura". Hoje, eu não sou exatamente uma bolinha, mas sou quase. Permanecem em mim muitos costumes que me transformariam novamente em uma menina bem, digamos, redonda. Se bem que se eu fosse mesmo tudo o que como, levando ao pé da letra, eu seria um quindim, um copo de coca-cola bem gelado, um sundae de chocolate ou até mesmo uma pizza de quatro queijos. Sabem como é, lotada de calorias mas redondamente deliciosa.

Pauta para a Capricho: Você é o que você come?

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Nem tão perfeito assim


Ele não precisa ser parecido com um príncipe encantado nem ser o cúmulo do cavalheirismo. Não haverá necessidade de me entupir de presentes ou de dizer que me ama todos os dias. Ele só terá que me fazer feliz, me olhar profundamente nos olhos, me abraçar quando for preciso e merecer ler cada linha das minhas cartas. E, é claro, tudo isso com muito, mas muito amor no coração.

Pauta para a Capricho: como é o namorado dos seus sonhos?

- E em clima do Dia dos Namorados, desejo parabéns e muita felicidade à todos os pombinhos! E eu ainda vou encontrar o meu, eu sei que vou.

Domingo, 31 de Maio de 2009

Grana demais para ser verdade


Se me depositassem um milhão na conta para gastar em apenas um dia, eu nem pensaria muito: compraria aquele óculos de sol roxo que vi na vitrine semana passada, aquele laptop de strass e aquela máquina fotográfica cor de rosa dos meus sonhos. Sairia do shopping com as sacolas carregadas de roupas; não com o coração apertado por ter que escolher entre uma sandália e outra. Compraria um jatinho para passear pelas Índias e visitar as sete maravilhas do mundo moderno. Compraria uma casa no Havaí e passaria todas as minhas férias por lá. Reservaria uma parte à minha família e ao meu seguro de vida, é claro. Se ainda desse tempo, eu convidaria as amigas para uma festa particular regada àquelas bebidas sofisticadas que nunca tive a oportunidade de experimentar e à trufas recheadas. Mas talvez eu acorde exatamente no momento em que estiver visitando o Cristo Redentor; aí só me restará torcer para que a minha mesada seja suficiente para bancar a primeira parcela daquele laptop de strass.
Pauta para a Capricho: O que você faria com um milhão de reais?

Breve e insignificante


Nunca me imaginei frente a frente com o Robert Pattinson. Primeiro porque a perfeição transmitida pelo Edward se distancia cada dia mais da minha realidade, segundo porque as minhas chances de sair do território brasileiro são tão pequenas quanto às dele de vir para cá e, terceiro porque não me considero tão fanática a ponto de ter esperança de conhecê-lo um dia. Depois que eu soube que o cara estava leiloando seu próprio beijo em um evento beneficente para ajudar a organização Cinema contra a AIDS, parei para refletir: tudo bem, tem um fundo solitário nisso tudo, mas e atrás disso? Dólares e mais dólares para um contato físico tão breve? Cédulas e mais cédulas por uma proximidade que talvez seja insignificante para ele e tão considerável para quem receber o beijo? Eu não gastaria nem um centavo com isso; seria dinheiro demais por um beijo, não por uma causa beneficente. Ele que continue fazendo filmes e ganhando milhões: é uma quantia capaz de ajudar muita gente.
Pauta para a Capricho: Quanto você pagaria por um beijo do badalado vampiro?

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Até onde você iria por um sonho?


Desistiria na primeira vez em que estivesse de cara com o fracasso, ou lutaria com a força dobrada? Desanimaria se em algum momento ele parecesse distante demais, ou não se importaria? Passaria pela sua cabeça, em algum momento, deixar tudo pra trás? Se lhe dissessem que seria impossível, você acreditaria? Nunca desista de seus sonhos, sejam lá quais forem. Seus esforços valerão a pena, e a sua felicidade será imensa demais para caber em palavras.
- Sim, tô na Capricho! Esse blog vai pra frente graças a vocês. Obrigada por me ajudarem a realizar meu sonho, de coração.

Domingo, 3 de Maio de 2009

Recolhidos


Ficar na rua até de madrugada, ir à baladas sem a companhia de um responsável e ser a última a ir embora de uma festa foram momentos que não me recordo ter vivenciado muitas vezes. É claro que, para os meus catorze anos, as regras impostas pelos meus pais são certamente dignas. Mas e aquela história: “Daqui a alguns anos você vai poder sair e voltar um pouco mais tarde, filha.”? Considero democracia a liberdade da nação, onde cada pai e mãe tem o direito de darem a educação que julgam ser melhor à seus filhos. Acham que se não investirem em educação o vandalismo vai melhorar? Não deveriam se importar mais com o próprio tráfico de drogas e não com os que estão sujeitos a se envolverem? Nem o Poder Judiciário e muito menos o Conselho Tutelar podem cumprir o papel de uma família. Ao invés de se importarem com a nossa formação de uma forma tão rígida, poderiam ao menos informar nossos pais sobre os perigos expostos e deixá-los encarregados de tomarem medidas à respeito. Tudo bem, entendemos que a intenção é de nos proteger, mas assim nós nos sentimos perseguidos por pessoas desconhecidas. Eu, por exemplo, vou continuar voltando cedo para casa e indo à baladas só com meus pais, obedecendo os limites que eles me impõem e ciente de que foram eles os criadores de tais regras.